Esse dia foi inesquecível!
A noite foi tranquila. Dormimos rapidamente, e de manhã já não havia mais preocupação. Desmontamos nossa barraca, guardamos nossas coisas, e seguimos em direção ao complexo de pequenas cachoeiras chamado Loquinhas (se lê Lóquinhas). No caminho, vimos um senhor cuidando do jardim de uma igreja, e com ele fomos conversar. Pedimos para deixar nossas mochilas por lá, pois não queríamos carregar muito peso durante o passeio. Ele foi muito gentil e aceitou o pedido.
Chegando nas Loquinhas, e o encontro com Nirmana
Iniciamos o trajeto, e no caminho pegamos carona com Nirmana, uma moradora de Alto Paraíso. Ela nos falou da vida tranquila que levava na cidade. Naquele momento, inclusive, ela voltava de uma aula de Yoga. Por morar ali perto, ela nos deixou em frente a entrada das Loquinhas.
Assim como no Vale da Lua, demos uma boa pechinchada, pois a entrada era 20 reais por pessoa. Acabamos pagando 6 reais cada um, conseguindo portanto por 12 reais entrar em um dos lugares mais lindos que já vi!
Para tristeza da Grazi, o local não permitia nudismo
Eu, como bom são paulino, achei minha praia!
O local era dividido em "poços". Em cada um deles, uma pequena cachoeira. Fomos visitando um a um, num total de 7 poços.
1. Poço do Curupira
Se não me engano esse era o menor de todos, mas não menos bonito. Como havíamos acabado de chegar, decidimos mergulhar só depois de já ter conhecido alguns poços.
Poço do Curupira
2. Poço do Curumin
Esse poço já era um pouco maior que o primeiro. Nesse, a Grazi não resistiu e molhou as pernas na água. Posteriormente comemos um abaxi delicioso, e gravamos até um vídeo, tirando uma com quem naquele momento estava na cidade, em meio ao trânsito, ou trabalhando (rs!)
Poço dos Curumins
3. Poço da Siriema
A área para mergulhar não era tão grande, mas a água descia por um conjunto de pedras que mais parecia uma escada. Muito bonito!
Poço da Siriema
4. Poço da Vovó
Conforme avançava, me perguntava sobre os nomes dos poços. Quem será que os escolheu? Os lugares em que havíamos passado em nada lembravam siriemas, curupiras, muito menos uma vovó
Poço da Vovó
Ficamos pouco tempo nesse. Tiramos inclusive uma foto apenas. Em seguida, chegamos em um dos mais lindos de todos, o Poço do Xamã.
5. Poço do Xamã
Que lugar incrível! Nesse nós mergulhamos e tiramos várias fotos. Aliás, o mergulho era meio que necessário, pois precisávamos de um banho (rs!)
Poço do Xamã
Era até meio difícil acreditar que eu estava ali, de verdade. Eu olhava diversas vezes ao meu redor, e parece que a ficha não caía. Ficamos um bom tempo no poço do Xamã curtindo a natureza e relaxando em meio a tanta beleza.
6. Poço do Pajé
Apesar do Sol, não estava tão calor assim não. Depois de um mergulho então, eu já nem pensava em entrar de novo na água. No poço do Pajé apenas demos uma passada e já partimos para o próximo.
Poço do Pajé
7. Poço do Sol
Apesar de ter uma galera nesse Poço, esse e o do Xamã foram os que mais curti. Foram também os lugares em que por mais tempo ficamos
Grazi comendo uma goiaba no Poço do Sol
A bateria do meu celular acabou um tempo após essa foto, mas ao menos conseguimos registrar todos os lugares que visitamos no dia. Conseguimos dar uma boa relaxada também após dias de muitas caminhadas.
O reencontro com Nirmana
Na volta, um acontecimento curioso: pegamos carona novamente com Nirmana, dessa vez rumo ao centro da cidade. Contamos sobre nossa viagem, e ela nos ofereceu um lugar para ficar. Disse que uns amigos haviam viajado, e poderíamos acampar no quintal da casa deles.
Fiquei muito grato por aquela incrível coincidência (pegar carona na ida e na volta com a mesma pessoa), e por ela ter sido tão generosa. Aliás, essa generosidade foi algo que nos acompanhou durante boa parte da viagem. Muitas pessoas nos ajudaram, e o fizeram pela simples vontade de ajudar. Para quem vive na cidade grande (local em que atitudes de bondade, respeito, generosidade e compaixão não são exercidas com tanta frequência) e não está acostumado com essas relações entre as pessoas, foi uma experiência muito rica, acompanhada de uma sensação de bem estar muito grande! Espero repetir a dose.
Fomos então até a igreja, agradecemos o jardineiro, colocamos nossas mochilas no carro de Nirmana, levamos sua filha até um instituto de dança no centro da cidade, deixamos nossas coisas na casa dos amigos dela, fomos até uma feira tradicional de Alto Paraíso, e por fim ela nos deixou em frente a casa do casal que nos levou à meditação budista. Pedimos para que ela nos deixasse lá pois queríamos cozinhar algumas coisas, mas não tínhamos cozinha para isso. Pretendíamos pedir ao casal que nos emprestasse sua cozinha por alguns minutos para fazermos um macarrão com legumes, e foi o que aconteceu. Novamente foram muito atenciosos com a gente, e cederam não só a cozinha, como também alguns temperos muito gostosos para incrementar nosso almoço.
Quintal da casa em que acampamos
Após um delicioso almoço, andamos até a casa cedida por Nirmana (que não era muito distante do centro da cidade), e esperamos anoitecer. Dormimos por volta das 20:00!
Saldo do dia
11,75 reais - Abacaxi, 6 goiabas, 1 mamão, 2 latas de milho, 500 g de macarrão e molho
2,4 reais - 4 pães
12 reais - Loquinhas
3,35 reais - 12 bananas
5,6 reais - 2 abacaxis, 1 abacate e 8 goiabas
0,5 reais - café
1,8 reais - 3 pães
TOTAL: 37,4 reais










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