Acordamos por volta das 8:00 e fomos fazer trilha com o Maurício no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, lugar muito bem estruturado, com mapas e sinalizações ao longo das trilhas. Ao longo do caminho conversamos bastante, e Maurício nos contou sobre várias viagens que havia feito.
Foto tirada na volta, mas que mostra a entrada do Parque Nacional
Sinalização ao longo da trilha
O ritmo da caminhada foi forte, e logo chegamos ao primeiro salto, chamado de salto 120 (por ter 120 metros de altura!)
Salto 120
As imagens nunca irão mostrar o que meus olhos viram. Estar lá e se
sentir inserido naquele ambiente trouxe uma sensação única. Olhar em
volta e se ver cercado por uma vegetação diferente e por montanhas,
ouvir os sons dos animais e da água corrente ao fundo, sentir o cheiro
do local, enfim, foi tudo muito especial.
Queda d'água de 120 metros de altura
Ficamos por algum tempo observando a queda d'água, e na minha cabeça com
frequência vinha um pensamento: "Como a natureza é FORTE!". E que força
tem a natureza, não? Como somos pequenos perante toda aquela quantidade
de rochas, perante toda aquela quantidade de árvores, perante todos
aqueles milhares de litros de água despejados de uma altura muitas vezes
maior do que nossa estatura.
Salto 80
Andamos mais um pouco, e eu particularmente não poderia esperar algo melhor do que estava por vir: queda d'água com espaço para nadar. Chegamos ao salto 80 (chamado assim por ter 80 metros de altura), e constantei que o lugar conseguia ser mais bonito que o anteior. A água era cristalina, mas olhando de longe ela parecia ser bem escura. Na margem, conseguíamos ver até os peixes nadando, mas mais ao fundo já não era possível ver nada de tão escura que a água era.
Paisagem vista no caminho para o Salto 80
O calor do Sol se intensificava conforme o tempo ia passando, e não pensamos duas vezes antes de pular na água (gelada!) para dar um mergulho. Bem, pra falar a verdade não pulamos. A Grazi foi mais corajosa que eu e entrou até que rápido. Eu fiquei enrolando, e fui entrando aos poucos (rs!)
Salto 80
Quando chegamos o local estava praticamente vazio, mas com o tempo pessoas foram chegando. Maurício, que provavelmente já visitou muitas vezes o local, foi embora antes que a gente. Como eu disse, a trilha era muito bem sinalizada, e não tivemos problemas para voltar. Na volta, inclusive, encontramos com o casal que havíamos conhecido no dia anterior, no Vale da Lua. Dividimos algumas castanhas e frutas secas, conversamos um pouco, e nos despedimos novamente.
Na volta, senti uma dor no joelho. Uns 15 dias antes eu havia feito uma trilha em Paranapiacaba, e havia batido o joelho direito em uma pedra. Mas isso não justificava a dor, até porque estava sentindo nos dois joelhos. Mesmo assim completamos a trilha de volta, devagar, e chegamos em casa 14:30.
Planejamento
A ideia até então era ficar até o dia seguinte no Maurício, em São Jorge. Como ele voltaria para Alto Paraíso na terça de manhã, pegaríamos carona com ele, e lá chegando procuraríamos ou a Mara, ou o casal que nos levou a meditação budista para pedir abrigo. Não compensaria continuar em São Jorge pois os outros lugares que gostaríamos de visitar eram pagos, estávamos sem dinheiro em espécie, e na cidade não tinha caixa eletrônico. Em Alto Paraíso pelo menos poderíamos sacar uma grana, visitar os locais até então não visitados da cidade, e depois voltar para São Jorge para conhecer o resto de suas belezas naturais.
Como já escrevi aqui, nossa viagem não foi fechadinha, e deixamos as coisas fluírem. Conforme as oportunidades surgiam, nós abraçávamos.
Saldo do dia
Nesse dia não gastamos nada!





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