Vimos que havia uma ecovila perto de uma trilha que dava para dois pontos turísticos de São Jorge (o Abismo e a Janela). Acordamos cedo, como de costume, e iniciamos então essa trilha. Andamos bastante (isso também já estava virando rotina rs!) mas não encontramos nenhuma vila, muito menos eco. Ao menos a vista ao longo da caminhada era interessante, como mostrada na foto abaixo
Trilha rumo ao Abismo/Janela
Podem imaginar que após tanto andar, deveríamos aproveitar e visitar os pontos turísticos mencionados. Já estávamos ali, não é verdade? Contudo, como disse em postagem anterior, estávamos sem dinheiro em espécie, e a entrada era paga. Paramos para comer embaixo de uma árvore, e decidimos voltar para Alto Paraíso naquele mesmo dia, e não na terça-feira, conforme havíamos planejado no dia anterior.
Despedida de Maurício e volta para Alto Paraíso
Por volta das 17:00 nos despedimos de Maurício, e iniciamos nossa volta para Alto Paraíso. Agradecemos muito a hospitalidade, e chegamos ao consenso de que o Maurício, nas palavras da Grazi, "É um cara que tem grana, mas sabe viver a vida!". De fato, quanta simplicidade e quanta energia pra viver a vida!
Nosso anfitrião, guia de turismo e amigo, Maurício
Logo na entrada da cidade há uma placa com o desenho de um carro e os dizeres "Ponto de carona solidária". Ficamos ali esperando, e pegamos carona com um caminhão. Fomos na parte de trás. O vento forte e a poeira nos deixaram com cara de verdadeiros mochileiros (rs!)
Carona para Alto Paraíso
Chegando em Alto Paraíso, tomamos um açaí (pois ninguém é de ferro rs) e compramos algumas coisas no mercado. Posteriormente fomos até a casa da Mara (aquela que conhecemos na meditação, e que no outro dia nos acompanhou até o Moinho), mas chegando lá não havia ninguém. Ficamos esperando nas escadas da entrada. Imaginamos que ela poderia ter saído para andar, e depois de algum tempo já estaria de volta, pois começava a anoitecer. Quando um carro encostou ali perto, imaginamos "É a Mara, chegando com alguma carona". Contudo, eram duas mulheres, também procurando a Mara. Elas nos disseram que iriam se reunir na casa de alguém para jantar, e estavam lá justamente para levar a Mara ao jantar.
As mulheres foram embora após alguns minutos, e um tempo mais tarde a Mara apareceu. Perguntamos se podíamos dormir em sua casa, mas ela aparentava estar meio atordoada, e disse que estava passando por um momento ruim. Entendemos a situação e tivemos que achar outra solução: dormir na rua. Montamos nossa barraca em um gramado, ao lado de uma casa, e por ali ficamos.
Local aonde passamos a noite. A foto foi tirada na manhã do dia seguinte
Deitei torcendo para que o dia seguinte amanhecesse logo, pois dormir na rua tem seus riscos. Logo ao entrar na barraca, ligamos a lanterna, e alguns segundos depois senti algo em meu rosto. Um golpe! O susto foi muito grande, obviamente potencializado pela tensão em estar ali, no escuro, sem muita proteção. Rapidamente entendi o que tinha acontecido, mas aquela fração de segundo em que demorei pra entender foi apavorante. Um gato viu a luz de dentro da barraca, e deu uma patada na mesma, que veio a atingir meu rosto (rs!). Senti suas unhas afiadas, e soltei um grito, que por sua vez assustou a Grazi. Passado o susto, rimos bastante do acontecido.
Saldo do dia
10,2 reais - Açaí, 20 bananas, farinha de milho e molho de tomate
TOTAL - 10,2 reais




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