sexta-feira, 28 de agosto de 2015

9° dia de viagem - 20/05/2015

Lembram da meditação budista que participamos no 3° dia de viagem? Pois bem, naquele dia nos foi feito um convite para conhecera escola Vila Verde (local aonde ocorreu a meditação) funcionando, com os estudantes presentes. Nos planejamos então para ir até a escola naquele dia na expectativa de verificar o método não tradicional de ensino aplicado.

A visita à escola Vila Verde

Já estávamos prontos para sair quando Nirmana passou na casa para ver se estava tudo bem. Na noite anterior ela até ia passar para nos levar até uma fogueira na casa de uma amiga, mas o pneu de seu carro havia zuado. No fim das contas foi bom ela não ter passado pois, como eu disse, dormimos por volta das 20:00.

Ela nos deu carona então até a escola. Chegando lá, batemos mó papo com a diretora, que nos contou a história da escola, suas características, entre outras coisas. Só paramos de conversar pois os pais de um dos alunos iriam visitar a unidade rural da escola, e iriam dar carona para a diretora. Lá, seriam discutidas questões de infraestrutura da unidade rural (recém construída e já em funcionamento). Mais uma vez surgiu uma oportunidade e nós "abraçamos": nos convidaram para conhecer a unidade rural. Aceitamos, claro

Unidade rural da escola Vila Verde

Lá pudemos conversar com alguns professores, e nos encontramos novamente com Fernando, o mesmo que participou da meditação com a gente no 3° dia de viagem. O local era muito bonito, e bem afastado de tudo. Notei que as crianças tinham muita liberdade, um fator que considero bem positivo para um aprendizado significativo. No intervalo, algumas subiam em árvores, enquanto outras brincavam perto de uma espécie de fosso (na verdade, era um grande buraco feito na terra, e cheio de água, local de onde tiraram matéria prima para fabricação de adobe, que por sua vez foi utilizado na construção das paredes da escola). Não havia nenhum inspetor pra encher o saco e dizer o que era ou não permitido fazer. As crianças gozavam de muita autonomia, e obviamente fiquei encantado.

Escola Vila Verde

Como mostra a foto, a escola tinha muita cor! Além disso, palavras estavam presentes em todas as portas, como "respeito" ou qualquer outra coisa positiva. Passamos o dia andando pelo lugar, conhecendo a estrutura física, conversando com alguns professores, como já disse, e de quebra ainda tomamos um chá e comemos um pão caseiro com o pessoal. Por fim, na hora de saída, adivinha quem encontramos? Sim, ela novamente: Nirmana! A filha dela estudava naquela unidade, e ela tinha ido buscá-la. Como de costume, nos deu mais uma carona, dessa vez até o centro da cidade.

Dia do descanso

Desde o início da viagem havíamos tido muitas experiências, e todas elas muito intensas. Decedimos que precisávamos de um dia para descansar, não só fisicamente, mas também mentalmente. Passamos então a tarde em uma praça, lendo, tomando sol, ou simplesmente não fazendo nada.

Grazi lendo sobre a história da educação no mundo

Um detalhe curioso de Goiás é que você não precisa ir muito longe para encontrar um tucano. Já tínhamos visto alguns pela cidade, e nesse dia conseguimos tirar uma foto. Segue abaixo

Tucano no meio da cidade

Nirmana havia nos chamado para uma aula de expressão corporal que aconteceria a noite, no centro da cidade. Não compensaria irmos para casa, e depois voltarmos para o centro, então ficamos o dia todo na praça mesmo.

Aula de dança e expressão corporal

Chegando no local, aguardamos a chegada do professor e dos participantes. Um deles, para nossa surpresa, era a francesa Isabele, que conhecemos no dia em que voltamos do Moinho (15/05, 4° dia de viagem). Fizemos a aula (muito legal, inclusive) e voltamos para a casa de carona com Nirmana, que a essa altura já era nossa "caronista" oficial (rs!)

Saldo do dia

3 reais - 5 pães
1,7 reais - pimentões, laranjas e paçoquinha
2,75 reais - 6 pães
1,4 reais - batata doce

TOTAL: 8,85 reais

 

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

8° dia de viagem - 19/05/2015

Esse dia foi inesquecível!

A noite foi tranquila. Dormimos rapidamente, e de manhã já não havia mais preocupação. Desmontamos nossa barraca, guardamos nossas coisas, e seguimos em direção ao complexo de pequenas cachoeiras chamado Loquinhas (se lê Lóquinhas). No caminho, vimos um senhor cuidando do jardim de uma igreja, e com ele fomos conversar. Pedimos para deixar nossas mochilas por lá, pois não queríamos carregar muito peso durante o passeio. Ele foi muito gentil e aceitou o pedido.

Chegando nas Loquinhas, e o encontro com Nirmana

Iniciamos o trajeto, e no caminho pegamos carona com Nirmana, uma moradora de Alto Paraíso. Ela nos falou da vida tranquila que levava na cidade. Naquele momento, inclusive, ela voltava de uma aula de Yoga. Por morar ali perto, ela nos deixou em frente a entrada das Loquinhas. 

Assim como no Vale da Lua, demos uma boa pechinchada, pois a entrada era 20 reais por pessoa. Acabamos pagando 6 reais cada um, conseguindo portanto por 12 reais entrar em um dos lugares mais lindos que já vi!

Para tristeza da Grazi, o local não permitia nudismo

Eu, como bom são paulino, achei minha praia!

O local era dividido em "poços". Em cada um deles, uma pequena cachoeira. Fomos visitando um a um, num total de 7 poços.

1. Poço do Curupira

Se não me engano esse era o menor de todos, mas não menos bonito. Como havíamos acabado de chegar, decidimos mergulhar só depois de já ter conhecido alguns poços.

Poço do Curupira

2. Poço do Curumin

Esse poço já era um pouco maior que o primeiro. Nesse, a Grazi não resistiu e molhou as pernas na água. Posteriormente comemos um abaxi delicioso, e gravamos até um vídeo, tirando uma com quem naquele momento estava na cidade, em meio ao trânsito, ou trabalhando (rs!)
 Poço dos Curumins

3. Poço da Siriema

A área para mergulhar não era tão grande, mas a água descia por um conjunto de pedras que mais parecia uma escada. Muito bonito!

Poço da Siriema

4. Poço da Vovó

Conforme avançava, me perguntava sobre os nomes dos poços. Quem será que os escolheu? Os lugares em que havíamos passado em nada lembravam siriemas, curupiras, muito menos uma vovó

Poço da Vovó

Ficamos pouco tempo nesse. Tiramos inclusive uma foto apenas. Em seguida, chegamos em um dos mais lindos de todos, o Poço do Xamã.

5. Poço do Xamã

Que lugar incrível! Nesse nós mergulhamos e tiramos várias fotos. Aliás, o mergulho era meio que necessário, pois precisávamos de um banho (rs!)

Poço do Xamã

Era até meio difícil acreditar que eu estava ali, de verdade. Eu olhava diversas vezes ao meu redor, e parece que a ficha não caía. Ficamos um bom tempo no poço do Xamã curtindo a natureza e relaxando em meio a tanta beleza.

6. Poço do Pajé

Apesar do Sol, não estava tão calor assim não. Depois de um mergulho então, eu já nem pensava em entrar de novo na água. No poço do Pajé apenas demos uma passada e já partimos para o próximo.

Poço do Pajé

7. Poço do Sol

Apesar de ter uma galera nesse Poço, esse e o do Xamã foram os que mais curti. Foram também os lugares em que por mais tempo ficamos

Grazi comendo uma goiaba no Poço do Sol

A bateria do meu celular acabou um tempo após essa foto, mas ao menos conseguimos registrar todos os lugares que visitamos no dia. Conseguimos dar uma boa relaxada também após dias de muitas caminhadas.

O reencontro com Nirmana

Na volta, um acontecimento curioso: pegamos carona novamente com Nirmana, dessa vez rumo ao centro da cidade. Contamos sobre nossa viagem, e ela nos ofereceu um lugar para ficar. Disse que uns amigos haviam viajado, e poderíamos acampar no quintal da casa deles. 

Fiquei muito grato por aquela incrível coincidência (pegar carona na ida e na volta com a mesma pessoa), e por ela ter sido tão generosa. Aliás, essa generosidade foi algo que nos acompanhou durante boa parte da viagem. Muitas pessoas nos ajudaram, e o fizeram pela simples vontade de ajudar. Para quem vive na cidade grande (local em que atitudes de bondade, respeito, generosidade e compaixão não são exercidas com tanta frequência) e não está acostumado com essas relações entre as pessoas, foi uma experiência muito rica, acompanhada de uma sensação de bem estar muito grande! Espero repetir a dose.

Fomos então até a igreja, agradecemos o jardineiro, colocamos nossas mochilas no carro de Nirmana, levamos sua filha até um instituto de dança no centro da cidade, deixamos nossas coisas na casa dos amigos dela, fomos até uma feira tradicional de Alto Paraíso, e por fim ela nos deixou em frente a casa do casal que nos levou à meditação budista. Pedimos para que ela nos deixasse lá pois queríamos cozinhar algumas coisas, mas não tínhamos cozinha para isso. Pretendíamos pedir ao casal que nos emprestasse sua cozinha por alguns minutos para fazermos um macarrão com legumes, e foi o que aconteceu. Novamente foram muito atenciosos com a gente, e cederam não só a cozinha, como também alguns temperos muito gostosos para incrementar nosso almoço.


Quintal da casa em que acampamos

Após um delicioso almoço, andamos até a casa cedida por Nirmana (que não era muito distante do centro da cidade), e esperamos anoitecer. Dormimos por volta das 20:00!

Saldo do dia

11,75 reais - Abacaxi, 6 goiabas, 1 mamão, 2 latas de milho, 500 g de macarrão e molho
2,4 reais - 4 pães
12 reais - Loquinhas
3,35 reais - 12 bananas
5,6 reais - 2 abacaxis, 1 abacate e 8 goiabas
0,5 reais - café
1,8 reais - 3 pães

TOTAL: 37,4 reais

domingo, 23 de agosto de 2015

7° dia de viagem - 18/05/2015

Vimos que havia uma ecovila perto de uma trilha que dava para dois pontos turísticos de São Jorge (o Abismo e a Janela). Acordamos cedo, como de costume, e iniciamos então essa trilha. Andamos bastante (isso também já estava virando rotina rs!) mas não encontramos nenhuma vila, muito menos eco. Ao menos a vista ao longo da caminhada era interessante, como mostrada na foto abaixo

Trilha rumo ao Abismo/Janela

Podem imaginar que após tanto andar, deveríamos aproveitar e visitar os pontos turísticos mencionados. Já estávamos ali, não é verdade? Contudo, como disse em postagem anterior, estávamos sem dinheiro em espécie, e a entrada era paga. Paramos para comer embaixo de uma árvore, e decidimos voltar para Alto Paraíso naquele mesmo dia, e não na terça-feira, conforme havíamos planejado no dia anterior.

Despedida de Maurício e volta para Alto Paraíso

Por volta das 17:00 nos despedimos de Maurício, e iniciamos nossa volta para Alto Paraíso. Agradecemos muito a hospitalidade, e chegamos ao consenso de que o Maurício, nas palavras da Grazi, "É um cara que tem grana, mas sabe viver a vida!". De fato, quanta simplicidade e quanta energia pra viver a vida!

Nosso anfitrião, guia de turismo e amigo, Maurício

Logo na entrada da cidade há uma placa com o desenho de um carro e os dizeres "Ponto de carona solidária". Ficamos ali esperando, e pegamos carona com um caminhão. Fomos na parte de trás. O vento forte e a poeira nos deixaram com cara de verdadeiros mochileiros (rs!)

Carona para Alto Paraíso

Chegando em Alto Paraíso, tomamos um açaí (pois ninguém é de ferro rs) e compramos algumas coisas no mercado. Posteriormente fomos até a casa da Mara (aquela que conhecemos na meditação, e que no outro dia nos acompanhou até o Moinho), mas chegando lá não havia ninguém. Ficamos esperando nas escadas da entrada. Imaginamos que ela poderia ter saído para andar, e depois de algum tempo já estaria de volta, pois começava a anoitecer. Quando um carro encostou ali perto, imaginamos "É a Mara, chegando com alguma carona". Contudo, eram duas mulheres, também procurando a Mara. Elas nos disseram que iriam se reunir na casa de alguém para jantar, e estavam lá justamente para levar a Mara ao jantar.

As mulheres foram embora após alguns minutos, e um tempo mais tarde a Mara apareceu. Perguntamos se podíamos dormir em sua casa, mas ela aparentava estar meio atordoada, e disse que estava passando por um momento ruim. Entendemos a situação e tivemos que achar outra solução: dormir na rua. Montamos nossa barraca em um gramado, ao lado de uma casa, e por ali ficamos.

Local aonde passamos a noite. A foto foi tirada na manhã do dia seguinte

Deitei torcendo para que o dia seguinte amanhecesse logo, pois dormir na rua tem seus riscos. Logo ao entrar na barraca, ligamos a lanterna, e alguns segundos depois senti algo em meu rosto. Um golpe! O susto foi muito grande, obviamente potencializado pela tensão em estar ali, no escuro, sem muita proteção. Rapidamente entendi o que tinha acontecido, mas aquela fração de segundo em que demorei pra entender foi apavorante. Um gato viu a luz de dentro da barraca, e deu uma patada na mesma, que veio a atingir meu rosto (rs!). Senti suas unhas afiadas, e soltei um grito, que por sua vez assustou a Grazi. Passado o susto, rimos bastante do acontecido.

Saldo do dia

10,2 reais - Açaí, 20 bananas, farinha de milho e molho de tomate

TOTAL - 10,2 reais

6° dia de viagem - 17/05/2015

Trilha até os saltos

Acordamos por volta das 8:00 e fomos fazer trilha com o Maurício no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, lugar muito bem estruturado, com mapas e sinalizações ao longo das trilhas. Ao longo do caminho conversamos bastante, e Maurício nos contou sobre várias viagens que havia feito.

Foto tirada na volta, mas que mostra a entrada do Parque Nacional

 Sinalização ao longo da trilha

O ritmo da caminhada foi forte, e logo chegamos ao primeiro salto, chamado de salto 120 (por ter 120 metros de altura!)

Salto 120

As imagens nunca irão mostrar o que meus olhos viram. Estar lá e se sentir inserido naquele ambiente trouxe uma sensação única. Olhar em volta e se ver cercado por uma vegetação diferente e por montanhas, ouvir os sons dos animais e da água corrente ao fundo, sentir o cheiro do local, enfim, foi tudo muito especial. 
Queda d'água de 120 metros de altura

Ficamos por algum tempo observando a queda d'água, e na minha cabeça com frequência vinha um pensamento: "Como a natureza é FORTE!". E que força tem a natureza, não? Como somos pequenos perante toda aquela quantidade de rochas, perante toda aquela quantidade de árvores, perante todos aqueles milhares de litros de água despejados de uma altura muitas vezes maior do que nossa estatura.

Salto 80
 
Andamos mais um pouco, e eu particularmente não poderia esperar algo melhor do que estava por vir: queda d'água com espaço para nadar. Chegamos ao salto 80 (chamado assim por ter 80 metros de altura), e constantei que o lugar conseguia ser mais bonito que o anteior. A água era cristalina, mas olhando de longe ela parecia ser bem escura. Na margem, conseguíamos ver até os peixes nadando, mas mais ao fundo já não era possível ver nada de tão escura que a água era.

Paisagem vista no caminho para o Salto 80

O calor do Sol se intensificava conforme o tempo ia passando, e não pensamos duas vezes antes de pular na água (gelada!) para dar um mergulho. Bem, pra falar a verdade não pulamos. A Grazi foi mais corajosa que eu e entrou até que rápido. Eu fiquei enrolando, e fui entrando aos poucos (rs!)

Salto 80

Quando chegamos o local estava praticamente vazio, mas com o tempo pessoas foram chegando. Maurício, que provavelmente já visitou muitas vezes o local, foi embora antes que a gente. Como eu disse, a trilha era muito bem sinalizada, e não tivemos problemas para voltar. Na volta, inclusive, encontramos com o casal que havíamos conhecido no dia anterior, no Vale da Lua. Dividimos algumas castanhas e frutas secas, conversamos um pouco, e nos despedimos novamente.

Na volta, senti uma dor no joelho. Uns 15 dias antes eu havia feito uma trilha em Paranapiacaba, e havia batido o joelho direito em uma pedra. Mas isso não justificava a dor, até porque estava sentindo nos dois joelhos. Mesmo assim completamos a trilha de volta, devagar, e chegamos em casa 14:30.

Planejamento

A ideia até então era ficar até o dia seguinte no Maurício, em São Jorge. Como ele voltaria para Alto Paraíso na terça de manhã, pegaríamos carona com ele, e lá chegando procuraríamos ou a Mara, ou o casal que nos levou a meditação budista para pedir abrigo. Não compensaria continuar em São Jorge pois os outros lugares que gostaríamos de visitar eram pagos, estávamos sem dinheiro em espécie, e na cidade não tinha caixa eletrônico. Em Alto Paraíso pelo menos poderíamos sacar uma grana, visitar os locais até então não visitados da cidade, e depois voltar para São Jorge para conhecer o resto de suas belezas naturais.

Como já escrevi aqui, nossa viagem não foi fechadinha, e deixamos as coisas fluírem. Conforme as oportunidades surgiam, nós abraçávamos.

Saldo do dia

Nesse dia não gastamos nada!

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

5° dia de viagem - 16/05/2015

Acordamos naturalmente por volta das 6:30 da manhã. Nesse dia iríamos encontrar Maurício, em Alto Paraíso, e ele nos levaria até São Jorge, cidadezinha menor ainda, localizada ali perto. Havíamos combinado com ele pelo couchsurfing de ficar em sua casa no final de semana, e eu estava ansioso para conhecer o Parque Nacional.

Despedida do Nill e seu sobrinho

Nos despedimos então do Nill e seu sobrinho, agradecemos a estadia, demos 30 reais pelos dias em que ele generosamente nos forneceu banho quente e uma cama para dormir, e fomos encontrar o Maurício. O encontramos, nos apresentamos, e seguimos rumo a São Jorge. No caminho, paramos para experimentar licores e cachaças no Rancho do Waldomiro, e depois, um pouco a frente, paramos para apreciar a incrível paisagem - o Jardim de Maitreya

Jardim da Maitreya

São Jorge
 
Chegamos em São Jorge, e após nos alojarmos fomos conhecer o Vale da Lua. Não estava mais tão cedo, mas mesmo assim decidimos conhecer um dos pontos turísticos da cidade. Nos informamos sobre o caminho a seguir, e fomos só nós dois, pois o Maurício já tinha outro rolê marcado

Duas trilhas poderiam ser feitas. Uma, os moradores conheciam muito bem, e funcionava como atalho, pois sua entrada era logo ao lado da cidade, em algum ponto da rodovia. A outra trilha tinha sua entrada bem mais a frente, porém era de acesso mais fácil. Preferimos arriscar e ir na trilha mais próxima

Quase perdidos!

Para achar o começo da trilha já deu trabalho. A vimos da rodovia, mas não achávamos seu início. Cortamos então pelo mato mesmo, e chegamos até a trilha. Outro problema então surgiu: qual sentido seguir? Direita ou esquerda? Optamos por seguir pela esquerda. Andamos, andamos, e as várias bifurcações nos confundiram. Voltamos então pelo caminho que tínhamos feito, e nada! Depois de tanto andar, não iríamos desistir! Só depois de muito tempo é que encontramos o caminho certo, e aí foi uma grande alegria!!

Vale da Lua

Quando finalmente chegamos no Vale, já era umas 17:30. Pela plaquinha na entrada do vale, às 18:00 já fechavam o lugar, e além disso era 15 reais por pessoa. Conversamos com o responsável, explicamos que estávamos com pouca grana, viajando de carona, e já estava quase no horário de encerramento. Ele nos deixou entrar por 10 reais apenas (5 reais para cada um). Conseguimos aproveitar bastante, até porque o horário de encerramento se extendeu até umas 18:30. O lugar era lindo, sem dúvida valeu muito a pena!

Conhecemos um casal muito simpático do RJ que nos deu carona na volta para São Jorge. Fomos recebidos com um por-do-sol sensacional. O céu estava todo colorido, conforme mostra a imagem abaixo:

Por-do-Sol em São Jorge

A noite em São Jorge
 
Chegamos com fome, e fizemos uma macarronada com muitos legumes. Após a refeição saímos para conhecer a cidade com o Maurício, que por sua vez parecia conhecer todo mundo. Nos apresentou a algumas pessoas, e nos mostrou os bares e restaurantes da cidade. Nos encontramos até com visitantes de outro planeta!



Notamos que a noite em São Jorge era bem mais agitada que em Alto Paraíso. O clima era muito mais de festa do que qualquer outra coisa. Em todo canto tinha gente tocando algum instrumento, cantando e/ou dançando.

Uma das pousadas que visitamos tinha uma estrutura em espiral, e em cada andar havia um colchão. Quem quisesse poderia passar a noite ali, olhando as estrelas. Só não me lembro o valor, mas parecia valer a pena, pois a vista era incrível.

Terminamos a noite aguardando ansiosamente o dia seguinte, pois nosso anfitrião Maurício nos levaria até algumas cachoeiras. Mais uma vez nosso dia havia sido muito proveitoso, e dormi muito tranquilo.

Saldo do dia

30 reais - Contribuição pela estadia com Nill
10 reais - Entrada para o Vale da Lua

TOTAL - 40 reais