Lembram da meditação budista que participamos no 3° dia de viagem? Pois bem, naquele dia nos foi feito um convite para conhecera escola Vila Verde (local aonde ocorreu a meditação) funcionando, com os estudantes presentes. Nos planejamos então para ir até a escola naquele dia na expectativa de verificar o método não tradicional de ensino aplicado.
A visita à escola Vila Verde
Já estávamos prontos para sair quando Nirmana passou na casa para ver se estava tudo bem. Na noite anterior ela até ia passar para nos levar até uma fogueira na casa de uma amiga, mas o pneu de seu carro havia zuado. No fim das contas foi bom ela não ter passado pois, como eu disse, dormimos por volta das 20:00.
Ela nos deu carona então até a escola. Chegando lá, batemos mó papo com a diretora, que nos contou a história da escola, suas características, entre outras coisas. Só paramos de conversar pois os pais de um dos alunos iriam visitar a unidade rural da escola, e iriam dar carona para a diretora. Lá, seriam discutidas questões de infraestrutura da unidade rural (recém construída e já em funcionamento). Mais uma vez surgiu uma oportunidade e nós "abraçamos": nos convidaram para conhecer a unidade rural. Aceitamos, claro
Unidade rural da escola Vila Verde
Lá pudemos conversar com alguns professores, e nos encontramos novamente com Fernando, o mesmo que participou da meditação com a gente no 3° dia de viagem. O local era muito bonito, e bem afastado de tudo. Notei que as crianças tinham muita liberdade, um fator que considero bem positivo para um aprendizado significativo. No intervalo, algumas subiam em árvores, enquanto outras brincavam perto de uma espécie de fosso (na verdade, era um grande buraco feito na terra, e cheio de água, local de onde tiraram matéria prima para fabricação de adobe, que por sua vez foi utilizado na construção das paredes da escola). Não havia nenhum inspetor pra encher o saco e dizer o que era ou não permitido fazer. As crianças gozavam de muita autonomia, e obviamente fiquei encantado.
Escola Vila Verde
Como mostra a foto, a escola tinha muita cor! Além disso, palavras estavam presentes em todas as portas, como "respeito" ou qualquer outra coisa positiva. Passamos o dia andando pelo lugar, conhecendo a estrutura física, conversando com alguns professores, como já disse, e de quebra ainda tomamos um chá e comemos um pão caseiro com o pessoal. Por fim, na hora de saída, adivinha quem encontramos? Sim, ela novamente: Nirmana! A filha dela estudava naquela unidade, e ela tinha ido buscá-la. Como de costume, nos deu mais uma carona, dessa vez até o centro da cidade.
Dia do descanso
Desde o início da viagem havíamos tido muitas experiências, e todas elas muito intensas. Decedimos que precisávamos de um dia para descansar, não só fisicamente, mas também mentalmente. Passamos então a tarde em uma praça, lendo, tomando sol, ou simplesmente não fazendo nada.
Grazi lendo sobre a história da educação no mundo
Um detalhe curioso de Goiás é que você não precisa ir muito longe para encontrar um tucano. Já tínhamos visto alguns pela cidade, e nesse dia conseguimos tirar uma foto. Segue abaixo
Tucano no meio da cidade
Nirmana havia nos chamado para uma aula de expressão corporal que aconteceria a noite, no centro da cidade. Não compensaria irmos para casa, e depois voltarmos para o centro, então ficamos o dia todo na praça mesmo.
Aula de dança e expressão corporal
Chegando no local, aguardamos a chegada do professor e dos participantes. Um deles, para nossa surpresa, era a francesa Isabele, que conhecemos no dia em que voltamos do Moinho (15/05, 4° dia de viagem). Fizemos a aula (muito legal, inclusive) e voltamos para a casa de carona com Nirmana, que a essa altura já era nossa "caronista" oficial (rs!)
Saldo do dia
3 reais - 5 pães
1,7 reais - pimentões, laranjas e paçoquinha
2,75 reais - 6 pães
1,4 reais - batata doce
TOTAL: 8,85 reais




























